2009-07-09

These are a few of my favourite things...

Nossa, há quanto tempo não vem para estas terras um Meme, não? Pois é. A Geek Girl me fez vítima de mais um desses, e cá estou pra responder - enrolando há uns 3 dias já...

Eis o Meme:
- liste 10 coisas que você ama que fazem você esquecer a tristeza;
- poste no seu blog;
- indique mais 5 pessoas para fazer o mesmo.

Lá vai.
1. Boa música - Michael morreu, agora ouvir boa música vai ficar difícil... Mas é algo que relaxa, e prepara o ânimo pra melhorar. Leva o pensamento pra longe, faz o coração evocar outras emoções. Quando nosso coração julga por bem trazer outras coisas, o melhor que a mente pode fazer é não oferecer resistência - quem briga demais com os sentimntos sabe como a gente apanha de engolir e reprimir. Portanto... Eu ouço música. A música, dizia Beethoven, é a voz de Deus. A voz divina sabe o que faz com a tristeza da gente, não é?

2. Escrever - às vezes, antes de ouvir música, é preciso botar os bofes pra fora. Soltar tudo que sufoca e faz soluçar... Simplesmente desabafar. Como previamente estabelecido - já cansaram de ler aqui, onde eu boto os bofes tremendos pra fora do armário - eu não tenho o costume de conversar com as pessoas e me abrir. É raro, evento histórico isso. Então, eu escrevo. Infelizmente, com os blogs, eu ando afastada dos blocos, pois costumava escrever de próprio punho. Poemas, canções... Eu creio que larguei o quinto caderno pela metade quando abri esse blog. Nesses cadernos eu treinei muito para escrever bem este idioma tão ingrato, que agora me trai e faz reforma ortográfica. Pifi.

3. Desenhar - meu deviantART está lotado de desenhos feitos para espantar tristezas, minhas e de outras pessoas. Certa vez um amigo disse que, pela minha maneira de sombrear os desenhos, eu retratava as pessoas para agradá-las, fazer carinho nelas. Pensando nisso, é verdade... Eu sempre desenho pensando em deixar a pessoa do retrato feliz - um sorriso faz o meu dia todo. Alguns desenhos não foram para conseguir felicidade alheia, mas sim para exorcizar demônios meus. Serviram bem a seus propósitos.

4. Correr - apesar de afastada dos gramados, correr é uma terapia muito muito boa para afastar a tristeza do peito. É só começar a correr, que todos os pensamentos se voltam para vencer as distâncias, até que o pensamento some. E só resta o vento batendo no rosto, o coração batendo no peito, e... Tudo passa rápido. Euforia besta, de ser criança. E essa dura o suficiente pra deixar a gente bem.

5. Filmes - Um bom filme a tudo cura. Distrai, chama sua mente e o foco para a trama que se passa diante dos seus olhos. Com sorte, no filme dá até encontrar até uma resolução para o dilema que aflige. Um bom filme tem dessas: faz a tristeza desaparecer de vez, não somente afasta pra voltar depois. Se tem uma boa trilha sonora, então... Por isso eu AMO Elizabeth - The Golden Age. E tenho aqui no computador mesmo, pra horas em que não estou 100%. Good Queen Bess solves everything. E a trilha sonora do segundo é ainda mais vigorosa que a do primeiro. Hm, ótima pedida.

6. Brincar com os bichanos - se tem três preciosidades que podem alegrar meu dia, elas todas tem 4 patas e atendem pelos nomes de Nayara, Nina e Willow. Elas não são seres humanos, mas e daí? Cumprem o papel melhor que uns e outros por aí. Prefiro elas. A melhor coisa do mundo é brincar com um cachorro e observar o semblante de alegria dele, ou sentir nos olhos de um gato que ele realmente gosta de você. Sem mais a declarar.

7. Búzios - antes de mais nada, não tô fazendo merchandising. Sou sincera quando digo que aquela casa gostosa de madeira no canto esquerdo da praia de Geribá me faz feliz. Eu não sei o que tem lá, que eu durmo direito, eu como direito, fumo menos, não sinto a mínima vontade de beber, e só... Rio. Aquela casa faz bem - acho que Corrêa Pai, quando construiu, queria tanto fazer um pedaço do Paraíso que deu nisso. Olhando fotos de pessoas que ali estiveram, fica claro que não sou só eu que sinto isso. Ninguém fica mal lá. Todas as fotos saem assim, tranquilas, serenas... Felizes. Até as fotos "expontâneas" dos cariocas. Não tem jeito. Se tem um lugar pra ser feliz, é ali naquela casa. E não adianta chegar lá marrenta, porque o bico não se sustenta por muito tempo - fato comprovado. Agora sim, a parte do merchan: quer ir pra lá? Clique aqui, aqui e aqui, e veja como entrar em contato com os donos da casa.
(morram de inveja. Sou VIP por lá. Hohoho)

8. Ler - Pra mim é ótimo. Porque me obriga a prestar atenção em outra coisa além de mim mesma. E eu vou pra outro mundo, onde nada pode me tocar - a imaginação é a coisa mais poderosa na mente de um ser humano. Eu uso a minha regularmente. A capacidade de raciocínio também deve ser exercitada - por isso, quando estou chateada com algo relacionado a esse mundo meio(sou boazinha, né) tosco em que vivemos, acabo fugindo pro mundo da norma. Lá, onde tudo é abstrato, onde tudo que temos é o dever-ser, sempre tem uma solução para algum problema concreto. Tudo que precisamos é colocar essa solução em prática. E eu posso sonhar, não posso? É bom ler. Ler te permite conhecer outros mundos que não o seu. Te permite vislumbrar um pedaço de algo maior que você. te deixa sonhar. E para a tristeza... Obrigada, grande abraço.

9. Socar almofadas - do hall das esquisitices. Faz maravilhas pro meu humor pegar uma almofada e socar, socar, socar, até ela estourar. Não tem explicação.

10. Pular - igual correr. Euforia de criança, delícia absoluta. Maravilha. Sem comentários.

Os herdeiros da fuzarca:
Pra vocês: pedalem. Hohohoho

2009-07-02

Laços

E as coisas começam rápido. Um olhar hesitante. Mãos trêmulas indicando ansiedade. Lábios mordiscados, pés inquietos batendo num ritmo descompassado. Então, o primeiro contato.
Algo dado, e recebido; um sorriso aberto, a mão estendida convidando para perto. Uma longa conversa. Medos, segredos, macetes, experiências, dúvidas... Partes da vida compartilhadas, como se o ouvinte fosse íntimo e confidente há anos. A cada palavra proferida, de ambos os lados, uma ruga de preocupação sumia, dando lugar ao alívio das dúvidas respondidas. Em diversas nuances, o fascínio da compreensão do outro abria comportas do saber jamais imaginadas. E...
De repente, não mais que de repente. A respiração suspensa, os olhares de cumplicidade, ansiando por amparo, por qualquer sinal de conforto, como antes. Momentos tensos, cada segundo conta, e o tic-tac do relógio abriga o infinito em cada segundo. O tempo que não passa corre rápido demais. Até que acaba. O frenesi da dúvida novamente habita as mentes e corações daqueles que antes, tão unidos, ansiavam por aquele momento - e ao mesmo tempo o repeliam, tamanha a importância dele em suas vidas.

Eu acho que podemos ver romance em coisas tolas como os exames de faculdade - e vocês achavam que eu falava do quê, seus pervertidos?
Quando todas as fichas estão na mesa, e você precisa dar o melhor de si, passar de semestre, de ano, de tudo. E quando entra em sala de aula, carregando consigo todos os seus medos, dúvidas, inseguranças e afins, você percebe que não está sozinho. Por um breve momento, você cria laços com as pessoas ao redor, que se encontram na mesma situação - algumas vezes, estão piores - e troca experiências, divide algumas coisas. Nos exames, somos alunos e professores de nós mesmos, e de outros também. Se estes laços vão durar? Só Deus sabe. Essa resposta, só no próximo semestre, com todos de volta na mesma sala - ou não.

Eu, pelo menos, estarei lá. Hohoho

Perdão, pessoas que lêem o meu muro oficial de lamentações. Eu abracei completamente a vida de blogueira e de escritora também - pretensa, eu, não? Me empolguei, agora que somos todos jornalistas. Junto com o S2 Engine, eu escrevo em mais 3 espaços. E como meio que parei de falar tanto da minha vida, porque ela anda meio sem graça - ando pacífica, cordial, alegrinha... Assim não tem barracos e nem dilemas byronistas pra postar pra vocês.

Se quiserem visitar os outros espaços, confiram aqui.

Anseios e Ensejos - velho conhecido de vocês, eu creio. Meu bloguinho feliz de poesias malditas, que aliás eu ia mandar uma ou duas pro concurso da Fundação Castro Alves...

Comendo Bola - no início, éramos eu e a Geek Girl. O combinado era migrar o S2 Engine pra lá. Eu fiquei empolgada com essa possibilidade, até que fui apresentada ao Wordpress. Brochei.
Então, mudei o projeto. Ela me deu um espaço lindo dentro do domínio dela, e eu jamais poderia deixar isso pra lá. Não existe, largar presente jogado. Então combinei com ela de postarmos causos engraçados das nossas nada mole vidas. Mas ela - que é tão desmiolada quanto eu, ou até mais - acabou deixando isso pra lá. Bom, toquei o blog, do meu jeito. Comento lá sobre atualidades e redes sociais.

Os Asttros Respondem - a coluna está parada agora, porque aguardava os resultados dessas pessoas felizes que ficam em época de provas eternas. Somos eu, Geek Girl, Psycho, Pandora, Kaeru, Dr. L, Aninha, Lestat, CrudeBuster, Emi e Nano Kid dando pitaco na vida alheia. Em breve, planejamos um podcast. Mandem suas perguntas para osasttrosrespondem@gmail.com e deixem a gente palpitar, porque adoramos!

Link Ninja - O Link Ninja é a melhor forma de você guardar, compartilhar e divulgar seus links favoritos. Ferramenta brasileira nos moldes do Digg, nele podemos salvar bons links e compartilhar coisas interessantes com quem tem acesso e nos segue. Todas as últimas notícias sobre tudo que queremos saber está lá: futebol, design, mundo, tem de tudo. Mesmo. Além de tudo isso, no Link Ninja é possível aumentar a popularidade de sites pessoais e blogs - experiência própria: o Comendo Bola ganhou uns 300 hits de graça, num dia só, por conta de um post compartilhado por lá. Não são números estelares, mas pra mim, é muita coisa. Como se não bastasse, o Link Ninja tem sua Tropa de Elite de blogueiros, que comentam sobre praticamente tudo. Márcio Lima, Vivi Siqueira, Alan Correa e... Eu! Eu posto lá sobre política toda semana. No último post acho que estraguei a surpresa dos doutos parlamentares e anunciei o Show da Comissão de Ética, provavelmente um tributo a Michael Jackson... Quem quiser conferir, é só clicar aqui!

Eu sinceramente espero ver vocês por lá nos espacinhos felizes, lendo e comentando as coisas - já soube de leitores quietos e calados que acompanham as desventuras do meu jovem Werther interno. Se quiserem ver esse outro lado, sejam bem vindos.
Lift your head up high
And scream out to the world
I know I am someone
And let the truth unfurl
No one can hurt you now
Because you know what's true
Yes, I believe in me
So you believe in you
Não, o S2 Engine não vai fechar, o mundo não vai acabar e eu não vou matar nem a Hebe, nem o Sílvio Santos, nem o Soares, nem ninguém. Mataram meu Michael Jackson, mas eu sou boazinha e não tiro os ícones de ninguém. Pifi. Só... Ando bem. Os laços não foram desfeitos, estão apenas mais folgados.

2009-06-26

Personalidades

Todos nós temos características marcantes em nossas personalidades, sejam elas positivas ou negativas. Coisas que se destacam e dão o tom pras nossas pessoas, e nos distinguem do mundo; nos tornam únicos e especiais diante de quem nos conhece – pra melhor ou pra pior.

Conheço pessoas com fatores marcantes assim. E com certeza não gostaria delas se elas não os tivessem – mesmo os negativos. Os irmãos cariocas famosos e suas síndromes de “já vou”, amplamente dissecadas por Lev Yilmaz no Youtube, com certeza não me seriam tão queridos se fossem assim ordeiros e dormissem no horário. O Chaia não seria o Chaia se não gostasse tanto de dar a última palavra. Martim não seria Martim se não tivesse aquela polidez digna de um polaco em estado etílico. Gigiu não seria Gigiu se não fosse uma pequena emo – ela finge que não, mas ouve Good Charlotte!

Michael Jackson – que era(como dói escrever no pretérito) a imagem da minha infância - não seria Michael, e muito menos tão amado, sem as esquisitices, a luva de brilhantes, as roupas malucas e o “comunismo”. Enfim. As pessoas têm lá as suas marcas.

Alguns, no entanto, tem marcas que em vez de aproximar, afastam. Outros usam ótimos cosméticos sociais pra maquiar o pior no ser humano com o que há de melhor; precisamos ter cuidado no mundo, porque essas são maioria... Alguém que você conhece, acha legal, e era só ilusão. Conheci muita gente assim. E tenho então minhas artimanhas pra me guardar de conhecer mais – às vezes a estratégia falha, e essas naves vazias passam.

Tenho por diversão – sim, vocês leram direito; é esporte – maquiar o melhor de mim com o que há de pior no planeta. O que as pessoas vêem é exatamente o que eu quero que elas vejam. Uma pessoa mandona, grossa, teimosa, prepotente intransigente... CHATA. É o que eu pareço. Não digo que essas marcas são falsas – sou um bichinho teimoso feito porta mesmo – mas... É o que eu quero parecer. E quanto mais acham isso, mais feliz eu fico; one is glad to be at service. As pessoas que não dão o benefício da dúvida e vão embora, em 99% dos casos, revelam-se naves vazias. E eu corro de naves vazias. Corro. Este ano, graças a Deus, as naves vazias bateram nessa couraça e voltaram ao mar. Observando essas naves todas à deriva, e perdendo audiência a cada dia que passa, não posso deixar de pensar no quão feliz eu estou por elas continuarem pensando que eu sou exatamente o que eu quero ser pra elas.

Eu me reservo o direito de ser tudo isso que eu pareço, com pessoas que eu detesto. Isto, claro, se elas atravessam meu caminho. Eu tenho uma cota de tolerância loooooooonga, mas... Quando essa cota e preenchida, eu me vejo praticamente compelida a exercer esse meu direito. E quando eu exerço isso... Sinto dó da mãe de quem atravessou o meu caminho. Porque eu vou além dos limites, muito além.

*eu tenho um post rascunho aqui, há algum tempo, mas ele fica pra outra ocasião. Por ora, apenas reflito sobre meu direito pétreo e irrevogável de ser A pesky shrew do pedaço. Eu acredito firmemente que, quando se vê alguém passar dos limites da tolerância e ser um demônio raivoso com outra pessoa, primeiro devemos questionar a razão disso. Só idiotas são malcriados à toa. E bom... Não fui criada uma idiota, e nem para parecer como tal. Tadinha? Menos ainda. Execro quem assume esta postura para angariar legiões de defensores. E aí sim me sinto livre e em exercício legítimo do meu direito de ser desagradável.*

Infelizmente eu não posso pegar links de música, porque a conexão tá problemática. Mas procurem por Andrew Bird - Heretics. É o tema das coisas de hoje. And thank God it's fatal.

2009-06-17

名前





É a sua maior força, porque nele você encontra todos os elementos possíveis e imagináveis pra evoluir dentro de você, e no mundo. Dentro dele, jaz a anima, que te faz olhar no espelho sem medo pra dizer "I am myself". Nele você se conhece, e se reconhece. É seu lar, seu universo. E só você é senhor de si mesmo.
É tua maior fraqueza. Porque é ele quem te prende no Multiverso. E só ele pode te deter. E quem sabe, tem seu destino nas mãos. Quem te sabe - a verdade - te conhece. O suficiente pra dizer "this is who you are".
Infelizmente já passei alguns bocados pra aprender a não dizer. Porque adoram ser senhores do mundo alheio. Adoram ser juízes e executores. E usam todo o poder em mãos para aplicar sua fé e sua lei. Eu tive que entender isso na paulada, mas... Entendi.

2009-06-16

Wishlist

Faltando 5 dias pro referido birthday - e passados alguns dias do aniversário do blog - eu resolvo que tenho uma wishlist. Coisas poucas, simples, singelas, mas que mudam a vida pra qualquer um que as tenha. Quem quiser me presentear com qualquer item da wishlist, eu aceito, e muito agradeço.

- Work. Emprego, ou estágio, na área cível. Eu prefiro fazer pesquisa. Não preciso de um salário super hiper ultra mega blaster glamouroso, só algo que possa pagar minha nets e minhas viagens - e o bendito engradado de Bohemia prometido pro Noga(mas só se ele me pagar a tequila que me deve, of course). Uma fonte de renda que me dê troquinhos de quando em quando, tá ótimo... Nada que seja assim caro, luxuoso, whatever.
- Satinelle. Vocês sabem o que é isso, não? Pois é. Dado, emprestado, alugado, de qualquer jeito. Eu gostaria muito de poder usar um desses e me sentir gente - pelo menos um pouquinho - no dia do meu aniversário.
- Balada. Claro que sem a porcaria do dinheiro - que eu não tenho, visto que o item número 1 da lista é inexistente, não tenho mais pra onde correr e... Enfim - e sem o carro, é sonho. Eu sei disso. Mas eu gostaria de uma balada no sábado à noite, uma festinha com os amigos - nem que seja pra ficar comendo fondue. Quero sair e dançar bastante. Quero andar por aí e dar risada. Mas não posso. Gostaria muito.
- Companhia pra fazer exercícios. Porque todo mundo vai pra academia - aquela coisa legal que eu não posso pagar - e ninguém mais gosta de correr no parque. Então, eu tenho que ir sozinha, e simplesmente não me animo, já que moro aqui no bairro dos nórdicos dinamarqueses da Bavária e eles acham que eu preciso ficar atrás - correndo, eu acabo pegando a dianteira. Pelo menos com alguém o lado, eles provavelmente vão pensar que estou usando coleira e deixar pra lá.
*traduzindo: é legal ter companhias pra essas coisas*
- Estrutura. Porque... Sem querer parecer a desmiolada-emo-carente-tadinha from hell, eu não tenho a melhor família genética do mundo. Consequentemente, a casa em que vivo não é o ambiente mais saudável pra pessoas desmotivadas permanecerem - certeza de depressão, e possibilidade de suicídio, já aviso. Então eu fico segura na família que eu escolho, os amigos. Mas Deus adora pregar peças, então aquele pedaço familiar escolhido antes já... Foi. E na tentativa de construir mais família, ando dando com a cara na parede... E me enganando muito com as pessoas em quem confio. Então eu peço que essas pessoas de agora valham a pena e sejam uma estrutura forte nesse momento. Eu juro que quando sair dessa lama nunca mais falo coisas emos.
- Uma viagem pra Espanha. Porque cada vez mais a vida me joga na cara que a pior coisa que eu podia ter feito com a nada mole vida já caindo aos pedaços era justamente essa coisa que já tá feita e eu quero consertar. Eu sei, eu não tenho direito de me abalar até as malagueñas e tirar o rapaz do sossego - e da namorada nova, uma guapa bonitona, loirinha, alva, nórdica, com cara de anjo e totalmente o meu avesso, que com certeza faz bem pra ele e trata ele direito - depois de todas as coisas. Mas... É culpa da Carla Bruni.

Coisinhas tolas. Mas necessárias.
Ah. Eu não quero parabéns educado.

2009-06-12

Lost Ones

"It's funny how money changes situations.
Tried to play straight, how your whole style bent?
Consequence is no coincidence.
You might win some, but you really lost one...
You just lost one, it's so silly... How come?
When it's all done, did you really gain from?"

Lauryn Hill - Lost Ones

2009-06-10

Salt and Sand

Está tudo muito chato. Revés. Acontece depois da onda de sorte.
Mas enfim. Estava eu lendo coisas pela nets... E deparei-me com este post da cara e querida Anna Oh. Sobre crescer. Sobre essa coisa maluca que todo mundo "adora" chamada de vida adulta. E comecei a pensar.
Nós dizemos que crescemos, mas... Crescemos? Não sei. Talvez não seja esse o termo correto pra isso que acontece, que por um certo período até nos deforma. Braços maiores que o corpo, voz estranha, pêlos... Ah, os pêlos. As confusões nos pensamentos. O coração que agora não tem mais compasso, como quando éramos miniaturas de chiquinhas, ou chapéus de cowboy.
É... Talvez seja isso. Talvez sejamos todos pokémons evoluindo, do tamanho miniatura para o natural, e depois pra outros formatos... Cada evolução correspondendo a uma fase desse jogo, campeonato, torneio - chamem do que quiserem, é de vocês. Cada forma com um poder novo. E com cada poder, uma fraqueza. E novas estratégias, novos parceiros, mais modos de luta, arenas novas...
Talvez a gente possa encarar a vida assim, e talvez seja até mais engraçado ver a tal da fase adulta desse jeito. Talvez nenhum de nós seja adulto de verdade. Porque... Nossas formas mudaram; uns tem curvas, outros vestidos lindos, olhares matadores, peitorais fenomenais... Mas no núcleo, todos nós funcionamos do mesmíssimo jeito que funcionávamos lá no modo miniatura. Podemos nos dizer mais sábios, mais serenos, mais tantas coisas... E no fundo continuamos tendo ambições tão puras e simples como as que tínhamos quando crianças.
Muitas meninas hoje sonham em casar com o amor da vida delas. Engraçado... Elas sonhavam com isso quando eram crianças. É que antes, ele não atendia por "meu amor". Ele era o Príncipe Encantado. Há quem sonhe com uma viagem ao Egito, ou um cruzeiro pelas ilhas gregas. E o que tem de tão crescido e adulto nisso? Quando criaças essas pessoas queriam andar no submarino do Nemo. Ou andar num tapete voador, com o gênio. Há quem hoje levante foguetes - e quando criança só queria ir pro céu no rabo do cometa.
E nós, os tão adultos... Como a gente sofre, não? Como a gente chora, se decepciona, se magoa pelo mundo. Por coisas grandes, por coisas pequenas... Sofremos, perdemos pedacinhos, temos medos e estranhezas... Mas elas só estão aqui por sermos adultos? Quando éramos crianças todos nós perdemos um pedacinho e choramos quando a mãe do Bambi morreu. Ah, ela não morreu. Porque nós ainda acreditamos - como crianças inocentes - que ela foi pra uma linda pradaria com o Papai(prefiro Mamãe) do Céu, pra olhar pelo Bambi de lá. É ou não é?
A vida era muito simples em tamanho miniatura. E éramos todos reis dos nossos mundos. Era tudo tão absoluto, tão puro, tão... Certo. Tudo era pra sempre. O presente era perpétuo, e era tudo tão colorido... E agora, enquanto a matiz vai se perdendo nas camadas e os tons de cinza rodeiam nossos pensamentos e oprimem o coração, a gente esquece... Esquece que era assim também, em miniatura.
As coisas apertam, a gente sente, e se alimenta daquilo, e se deixa levar... A gente se esquece de levantar e ir pular na chuva, ou de rir das coisas pra espantar essas coisas tão adultas e tão complicadas. A gente esquece que quando crianças, vimos as coisas complicadas e lidamos com elas de um jeito bem mais gostoso. Mas a gente lembra... Quando éramos minis, as coisas ruins não duravam mais que um piscar de olhos. Porque era simples - e a gente sabia como manter as coisas simples. Mas essa habilidade a gente já esqueceu como usar.
Talvez seja isso o tal do crescer: esquecer de simplificar e de aproveitar. Talvez seja essa a grande ironia da vida; nesse negócio esquisito do crescer, a gente ganha independência, respeito, voz, consciência... E perde o viço.
Mas é a vida.
*Agradeço Chaia e Kaeru pelas palavrinhas na madrugada, que ajudaram bastante.*

2009-05-29

A história na mão

Há alguns dias, eu soube que a ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - reiterou em 2004 uma resolução que em 1993, data de sua criação, já era inconstitucional: proibir a doação de sangue(um direito de todo cidadão e um dever moral à nação, que precisa de bancos de sangue funcionando para manter funcional a medicina de emergência, portanto também considerado um dever cívico) de homossexuais masculinos, tidos como grupo de risco para a transmissão da AIDS. Esta resolução foi mantida em um Tribunal Federal de Teresina, em 2006. Ninguém fez nada a respeito, desde então.
E eu me lembro do Chris Rock falando...
"Niggers and jews are next. That train is never late!"
Quem faz Direito - ou se interessa pelo assunto, ou já viu a Constituição Federal alguma vez na vida - sabe que a ANVISA fez mais que tolher o direito de determinada classe social; ela mijou a Carta Magna inteira. Das violações principais, vistas de imediato, percebe-se a distinção de gêneros, a clara discriminação por escolha de consciência(tomando aqui o homossexualismo como opção, e não somente como orientação. E nem precisaria, pois é o isolamento de uma parcela social considerável baseada em conceitos ultrapassados: o chamado "grupo de risco" já foi aposentado pelo Ministério da Saúde, dando lugar ao comportamento de risco; e a disseminação da AIDS hoje se concentra entre - pasmem - heterossexuais CASADOS. Infidelidade mata), a violação da intimidade, e uma subversão sem tamanho da dignidade da pessoa humana - num exemplo bem tosco, seria como se tivessem proibido pessoas com o famoso nariz de tomada de entrarem em hospitais, porque elas podem fazer parte do grupo de risco da gripe suína. Seria uma beleza. Eu acho ultrajante que um órgão tão mequetrefe como a ANVISA ouse ignorar a Constituição Federal assim.
"É só uma lei, não seja radical"
Não. Não é "só" uma lei. A Constituição é, na mais simples e tosca das definições, a identidade de determinada nação. Na Carta Magna nós encontramos todas as coisas que nos definem enquanto brasileiros. Ela diz quem somos, o que queremos, o que permitimos, o que devemos, o que precisamos... A Constituição é o que somos, o que devemos ser, o que desejamos ser, enquanto nação. Cazuza tanto pediu pro Brasil mostrar a cara... Pois é. A cara do Brasil foi promulgada em 5 de outubro de 1988. E ela diz que o poder é nosso. Nós, o povo. É o que ela diz. O que nós somos e qual a extensão da nossa força. 
Mas aí... Eu me deparo com coisas como esse disparate da ANVISA. Eu percebo que uma parcela considerável desse povo - esse mesmo, que tem o poder - tem seus direitos tolhidos sistematicamente, dia após dia, como se lhes fatiassem os membros, pouco a pouco, tirando da nação coisas pequenas e ao mesmo tempo imensas, que fazem com que o Brasil não seja mais o Brasil. A nação retratada nessa Carta não se reconhece nela; muitos nunca viram esta nação - sim, existem pessoas no país que nunca em suas vidas viram a Constituição Federal. E não sabem que ela é o mecanismo que determina que elas tenham tudo que precisam. E ninguém faz nada a respeito. Institutos jurídicos sendo usados como carpete pra esconder o lodo moral no qual o exercício dos nossos Três Poderes está imerso. Normas técnicas criadas pra proteger o inocente são usadas como escudo por vilões culpados. Milhares às traças, num abandono sem fim. E ninguém faz nada. Ninguém conhece seus direitos. Ninguém conhece seus deveres. Ninguém se interessa por isso. Todos tem mais na vida a fazer... Todos precisam perseguir seus objetivos, todos precisam alcançar a felicidade. Eu também preciso. Mas as pessoas não percebem o quão intrínseca é a relação delas com aquele monte de livros gigantes que nós, estudantes de Direito, carregamos pra faculdade todo dia. Elas não sabem que as coisas escritas naqueles alfarrábios - não adianta lançar edição revista e atualizada, porque continua tudo velho - acompanham cada ato delas, desde que papai e mamãe resolveram brincar de médico, até o dia de suas mortes. Elas não se importam com isso, até... O monte de livros despencar no caminho. Aí a briga é com elas, aí a lei é imunda, o juiz é idiota, o legislador é corrupto.
Mas e você, povo? Qual a sua responsabilidade? Esta lei... É a sua lei. O poder é seu; você disse ali na Carta Magna, povo, que o poder era todo seu. Você criou cargos, povo, e elegeu pessoas naquele processo seletivo chamado "eleição" pra ocupar os cargos. Você deu a essas pessoas poder para falar e fazer em seu nome, povo. Elas só estão fazendo o que você manda no monte de livros e naquela Carta que você escreveu em 5/10/88. Aquela que dizia "Eu sou o povo, e o poder é meu! Aqui eu digo como, quando e onde quero. Aqui está o que eu preciso. Aqui está o que eu devo. Aqui estão os meus direitos. E que assim todos me conheçam por Brasil, pois é assim que eu sou!". Claro, povo... Você não se importa, e não se interessa. Então aquelas pessoas que você elegeu fazem o que querem enquanto estão no cargo. E você, o que faz? Você vai pra Festa de São João e assiste Caminho das Índias. E dá-lhe abandono, dá-lhe direito tolhido, dá-lhe discriminação, dá-lhe tráfico, vale tudo. Você não se interessa, povo.
"Eu não fiz esta Constituição e não elegi nenhum desses que fizeram. Então não reconheço isso como meu, e não me interessa."
Tem que interessar. Porque querendo ou não, não podemos mudar de nacionalidade assim fácil. Você é brasileiro, povo. E você que está lendo, não adianta olhar pros lados pra procurar com quem estou falando; é com você também! Eu, você, o Joaquim Barbosa, o José Sarney, o Aécio Neves, a Ivete Sangalo, o Capitão Nascimento, o Zé Pequeno, o Madame Satã, o Pelé, o Washington Olivetto... Todos nós somos povo. Todos nós temos o poder. Eles, que ocupam cargos no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, falam em nosso nome. Exercem as funções que nós demos a eles. Agem de acordo com as normas que nós demandamos que eles elaborem - tá cheio de brecha pelos Códigos, o que permite que a contravenção reine solta na política. Mas... Quando sabemos, o que fazemos? Reelegemos o ser que permitiu que isso ocorresse. Nós não ligamos. Nós não nos interessamos. E as coisas que acontecem são culpa nossa. Graças a Deus, ainda existem aqueles que acreditam na nossa força e a fazem valer; fica aqui registrada a minha admiração pelo magistrado Odilon de Oliveira e pelo promotor Epaminondas Costa, do Ministério Público de Belo Horizonte - MG. São pessoas que ainda acreditam no Brasil, nas instituições aqui estabelecidas e as fazem valer, chamado os vilões à luz e cobrando a responsabilidade àqueles que faltam com seus deveres. Mas e o resto de nós?
Nós não nos importamos... Ao menos é o que parece, quando preferimos a apatia e a afasia diante desse monte de merda - sim, merda. Tem palavra melhor? - ocorrendo, e ignoramos a consciência plena de que isso é nosso, e temos plena responsabilidade sobre TUDO ISSO. Tudo. 
Nós somos o povo, o poder é nosso. E a responsabilidade sobre o uso desse poder também.
Eu fico pensando em todos aqueles que lutaram durante a ditadura, e perderam tantas coisas de suas vidas, pra ter um Brasil melhor. Pra ter liberdade, igualdade, justiça, harmonia. Eles conseguiram o fim da ditadura, sim... Mas creio que deve ser uma dor enorme no coração do Chico Buarque ver que ele passou por tantas agruras pra construir o país pra esse povo apático que nós somos. Apático, alienado, inconsciente, infantil... Povo que ama falar que na Alemanha ou nos Estados Unidos eles fazem as coisas direito, mas ignora a parte chata da história, onde eles fazem as coisas direito porque sabem que eles são a nação, e não um mero acessório de decoração pra contar voto e falar mal dos candidatos.
Deve doer muito saber que hoje, todo mundo canta Pra Não Dizer que Não Falei das Flores... Mas ninguém sabe de onde surgiu essa música, ou por quê.
"E por que você não faz nada? Falar é fácil, mas não te vejo fazendo nada."
Nesse exato momento, eu realmente não posso fazer nada além de escrever. Eu escrevo, sem cansar, e espero que me ouçam, de coração. Continuarei escrevendo até os dedos sangrarem, ou até essa nação se levantar outra vez. E sim, eu faço por outros meios - pelo menos estou tentando, os amigos mais próximos conhecem as empreitadas desta que vos escreve. Mas por ora, eu só posso escrever. Chico só podia cantar - olha que teve época que nem isso ele podia. Zuzu Angel só podia desenhar vestidos bonitos. Eu posso escrever... E vou escrever até o fim.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

2009-05-27

Uma carta pra você

Oi!
Pra constar, eu vou mal dormida, dá pra roncar por lá. Not my first, remember?
Você chegou muito de mansinho - melhor que esse outro ser que sai arrombando portas - e eu devo confessar que meu medo de você era grande. Porque em todos os aspectos, transcendentes ou não, você é uma pessoa boa. Mais que isso; magnífica, majestosa e bela. Bela em todas as coisas. Na voz calma que você tem, e parece um canto quando você está feliz. Nos olhos serenos que dão alegria pra gente. No sorriso largo, que eu já disse, guarda o sol com ele - e se não se abre, o dia fica chuvoso e a lua não aparece no céu. Nessas coisas da aparência, você é a pessoa mais linda que eu já tive oportunidade de conhecer. Nas coisas da razão, a mais sensata, e a mais serena - por mais que você diga que não, eu digo que sim... E nas coisas da alma, eu não conheço uma essência mais pura. E nas do coração, bom... Se pudesse comparar corações com jóias, você seria a peça mais cara desse Universo, de tão valiosa, tão preciosa...
Eu me arrependo dos tempos de silêncio, dos meus medos, das bobagens da minha cabeça, de achar que você provavelmente me detestava até a última cutícula mal feita do meu pé. Hoje eu já não consigo ter um dia bom se determinadas janelas não se abrem pra mim, se não puder ouvir algumas vozes, se não puder experimentar a alegria de certas presenças, mesmo que pela net. A sua é uma dessas - e no momento não enxergo uma que seja mais importante.
Eu preciso agradecer por você estar aqui comigo, e desejar que você nunca, nunca mesmo, vá embora de mim.
E mesmo que eu tenha travas pra dizer... Eu sinto. E eu amo você sim. Acho que até demais da conta, que chego a sufocar. Mas eu amo você sim.
Beijos pra você, dona Shizuma. 
*tem mais embaixo*


P.S.: Você merece algo nos moldes dessa música, dessa trama e desse personagem. Você merece mágica, leveza, arrebatamento, fascinação... Você merece girar no infinito. Então eu te dou a musiquinha - vou lá no Japão brigar com a Yoko Kanno pra ela te dar. Pifi.
P.S.2: Tomaz, vai estudar que a carta dessa vez não é pra você. Pifi.
P.S.3: Eu sei que devo dessas para algumas pessoas, mas não se esqueçam que pessoas do outro jeito demoram pra se tocar e destravar. Pifi.
P.S.4: A carta é minha e eu falo pifi quantas vezes eu quiser. Pifi.
 

2009-05-26

Smile, before it happens again

Diferenças, diferenças. Aos montes, eu vejo. Em todo lugar. O que é diferente me chama, fato. E assusta. E chateia. Às vezes fascina, mas... Chateia.
Eu? Sou diferente.  Não porque sou especial - hello, o meu histórico nem eu quero. Não acho isso especial; acho motivo de mágoa e às vezes vergonha. Mas porque infelizmente, o universo conspirou pra que eu saísse do ooooutro jeito. Não deste. Mas do outro jeito. Pare de pensar neste, estou falando, é outro jeito. É o avesso, é o contrário. Não encaixa.
Chateia ser diferente. E... Chateia bastante saber que os iguais já foram todos. E que hoje eu conheço muitos diferentes. Mas eles não são diferentes por serem de outro jeito. É que eles são especiais e únicos, e quando eu digo qe sou diferente eles acham arrogância. Não é isso. Eu não sou única, e menos ainda especial.
Eu sou de outro jeito.
Eu sou rígida sim. Porque eu sou de outro jeito. Eu sei que existe ali o preto, o branco e a grande área cinza chamada de mundo. Eu passo boa parte do tempo vivendo no preto. Mas eu gosto do branco. Gostaria que todos fossem ali pro branco e vivessem felizes e alvos. Mas o cinza apetece sempre mais. E eu fico aqui no preto, olhando o cinza passar.
Veja bem: não que eu seja especial. Eu só sou de outro jeito. And it's such a bitch, but hey, that's me. If you're tired, please imagine how it feels for me.
Há algum tempo, as diferenças incomodam demais. Sim, em detrimento das igualdades - trust issues, blame Canada. Mas é uma merda, esse negócio de ser diferente, pensar diferente, sentir diferente, viver diferente... Num mundo de iguais. Ao menos superficialmente. Porque de certa forma, as pessoas diferentes - as de outro jeito, não as únicas e especiais - não saem de seus casulos e passam a eternidade no cantinho negro delas, observando a grande área cinza viva com suas estranhezas, especialidades e maravilhas.
Não é à toa que o tema é recorrente...
"The loneliest people were the ones who always spoke the truth"
Verdades, sim. Pro meu eu. Porque ele é de outro jeito, e não consegue ficar calado. Não sabe se conter. Não sabe ser um pouco menos ele... Não aprendeu ainda. Ele é de outro jeito. 
Eu não nasci assim - fui jogada aqui e ninguém perguntou se eu queria. Adaptação foi a chave, mas eu nunca consegui me inserir nesse contexto.
Truth be told, to me. I'm not here. Not to this world. To me.
Pensamentos meio(totalmente) desconexos ao som do tema da vida da pessoa. Os Reis da Conveniência. Misread. Because I spend too much time trying to make myself clear, but it just doesn't work. Parece teima, parece briga... É uma guerra, meio que diária, pra não falar a minha língua, não dar pito em quem cospe no chão, não me sentir um nada, não fazer orações na rua, ignorar quem precisa - eu tenho tido muito sucesso em fingir que não vi os moradores de rua, mas que verdade seja dita, eu guardo os rostos de todos eles - e... Ser desse jeito. Tantas e tantas coisas pra ser de um jeito e encaixar... Quando é tudo de outro jeito.  Nesses casos, o avesso reina, e... É difícil funcionar nesse mundo. Mais uma vez, vale a tecnologia gaussiana reversa. O que mais eu preciso apagar daqui pra ser desse jeito? Desse jeito único, especial, cheio de brasilidades tão amadas? Como é que se faz pra ser desse jeito?
Sabe o que é pior? Isso é sério. Mas...
"The observation I'm doing could easily be understood as cynical demeanour."
Pensando, pensando...
And what do you know...